Mostrando postagens com marcador Curiosidades da língua. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidades da língua. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Monte Castelo e suas intertextualidades



A música brasileira é riquíssima em composições, e uma delas é Monte Castelo, elaborada pelo saudoso Renato Russo. Em sua letra, percebemos intertextualidades que vão do texto bíblico contido em 1 Coríntios 13 ao famoso soneto de Camões.

Vejamos a letra:

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece

O amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria

É um querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É um não contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder

É um estar-se preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É um ter com quem nos mata a lealdade
Tão contrário a si é o mesmo amor

Estou acordado e todos dormem
Todos dormem, todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos

Sem amor eu nada seria

Percebeu a presença da intertextualidade nos versos acima? Se não conhece a melodia e deseja conhecer, assista ao vídeo abaixo e se delicie com essa música!


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Entenda o significado de topônimo e sua importância para a língua





Com certeza, você já deve ter ouvido falar em topônimo, não é mesmo? Seja na escola, no convívio com amigos ou familiares, em alguma notícia na televisão ou em outro meio de comunicação, essa palavra já deve ter invadido o seu vocabulário ou o de alguém de seu convívio social.

Porém, você já parou para pensar no que significa a palavra topônimo? Então, se ainda não sabe o que ela representa, continue a leitura deste post para compreendê-la melhor.

O que é topônimo?

De acordo com o Dicionário Aurélio, topônimo vem de top(o)- + -ônimo. Ele é um substantivo masculino e significa nome próprio de lugar. 

Podemos citar vários exemplos de topônimos, como: Ásia, Brasil, Paraguai, Rio de Janeiro, Brasília, Rio Grande do Sul, Serra do Mar, Buenos Aires etc.

Que ciência estuda os topônimos?

Os topônimos são estudados pela toponímia, ciência da linguagem que tem por objetivo investigar a origem do nome de cada localidade.

É importante salientar que os nomes dos lugares tiveram motivos específicos para serem escolhidos. Perceba o exemplo a seguir, que se refere à cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro: 
Cabo Frio é uma cidade localizada no interior do Rio de Janeiro. Cabo tem a ver com acidente geográfico, e Frio é uma palavra que diz respeito a uma característica da região, que fica em uma costeira fria.

Logo, a toponímia está atrelada a outras ciências, como a Filologia, a História, a Geografia e a Arqueologia. Quem estuda os topônimos investiga muito bem os dados para esclarecer a origem dos nomes dos locais e fornecer a nós respostas bastante curiosas.

Gostou de saber um pouco mais sobre topônimos? Então aproveite para ler o nosso artigo sobre a diferença entre migrante, emigrante e imigrante.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Arrear x arriar



Na língua portuguesa, muitas palavras possuem a grafia parecida (parônimas), como arrear e arriar, que só se diferenciam no "e" e no "i". No entanto, cada uma delas contém significados diferentes. 

Para não erramos o emprego de arrear e arriar, devemos considerar o que significam. Vejamos:

Arrear: pôr arreios; enfeitar.

Arriar: abaixar algo; desanimar.

Na imagem acima, vemos arreios, que são peças colocadas em cavalos para transportarem alguma carga. Dessa forma, quando nos referimos a arreios, usamos o verbo arrear. Se estivermos referindo-nos ao ato de enfeitar-se, também usaremos arrear.

Ex.: O cavaleiro arreou o cavalo. / As mulheres se arreavam com colares.

arriar tem o sentido de abaixar ou desanimar. 

Ex.: Arriaram todo o material no chão. / A febre arriou a criança.


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Biscoito ou bolacha... Qual é o certo?

Biscoitos/bolachas

Em primeiro lugar, vamos entender o significado de biscoito e bolacha, de acordo com o Dicionário Aurélio:

Biscoito vem do latim biscoctu, que significa "cozido duas vezes". Refere-se a "um bolinho de farinha de trigo, ou aveia, ou maisena, ou queijo etc., com açúcar ou sem ele, ovos etc., bem cozido no forno, em geral com o feitio de pequenos quadrados, retângulos, discos, etc.".

Bolacha vem do grego bólos, que significa "massa informe, torrão". Refere-se a "biscoito achatado de farinha, geralmente em forma retangular ou de disco, às vezes com açúcar".

Pelos significados, podemos concluir que ambos são a mesma coisa. Biscoito entrou primeiro na língua portuguesa, em 1317, por meio da palavra francesa bescuit. Bolacha entrou depois, em 1543. Dependendo da região do país, encontraremos falantes que usam mais um termo do que outro. 



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Você é cinéfilo?


O cinéfilo é um grande apreciador de cinema. Ele se envolve com tudo o que diz respeito à arte cinematográfica. O adjetivo cinéfilo vem do substantivo cinefilia, que significa "aquele que gosta muito de cinema".  


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Lucivelo

Lucivelo é outra pérola criada pelo Dr. Castro Lopes, purista extremado da língua portuguesa.
Para evitar que os falantes usassem a palavra abajur, de origem francesa (abat-jour), Dr. Castro tentou introduzir na nossa língua o neologismo lucivelo, mas, como podemos perceber, não funcionou, e a população continuou a fazer uso de abajur sem problema algum.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Convescote

Convescote nada mais é do que piquenique.
Em nossa língua, não é comum fazer uso a palavra convescote, aliás, muitos nem a conhecem. 
Essa palavra foi inventada pelo Dr. Castro Lopes que, incomodado com a invasão de palavras francesas e inglesas no léxico português, tentou criar uma linguagem própria para o nosso vocabulário, a fim de que a língua portuguesa falada no Brasil não se contaminasse com tais estrangeirismos.
Vale lembrar que isso ocorreu na época de Dom Pedro II.