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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Antonomásia, a substituição de um nome por outro

O rei das selvas
Antonomásia ou perífrase é a substituição de um nome por outro ou por uma expressão que facilmente o identifique.

Veja os exemplos a seguir: 

A Águia de Haia (Rui Barbosa)
A Dama de Ferro (Margaret Thatcher)
A Rainha dos Baixinhos (Xuxa)
A última flor do Lácio (língua portuguesa)
O Apóstolo dos Gentios (Paulo)
O Engenheiro da Palavra (João Cabral de Melo Neto)
O Mestre (Jesus)
O Pai da Aviação (Santos Dumont)
O Pai da Medicina (Hipócrates)
O Patriarca da Independência (José Bonifácio)
O Poeta dos Escravos (Castro Alves)
O Rei do Futebol (Pelé)
O Rei do Rock (Elvis Presley)
O Rei do Pop (Michael Jackson)
O Rei (Roberto Carlos)
O rei das selvas (leão)
O Rei do Cangaço (Lampião)
O Repórter de Canudos (Euclides da Cunha)
Cidade-Luz (Paris)
Cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro)
Planeta Vermelho (Marte)

Na realidade, a antonomásia é uma variante da metonímia. Quando a referência é feita a nomes próprios, todos os elementos devem estar grafados com inicial maiúscula, exceto os vocábulos átonos.



sexta-feira, 15 de julho de 2016

Onomatopeia, a escrita que imita o som


A onomatopeia é uma figura de linguagem que utiliza palavras para reproduzir sons ou ruídos.
No exemplo acima, o estrangeirismo boom, de acordo com o seu significado, representa o barulho de um estrondo ou tiro de canhão. Dessa forma, a palavra tenta imitar o som natural da coisa significada.
Há muitas onomatopeias na língua, como: buá, tique-taque, miau, auau, pum, reco-reco, snif, atchim, din-don, vrum etc.


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Aliteração, o ritmo dos fonemas


Uma das maneiras de fazer com que os versos exprimam musicalidade é por meio dos fonemas. Nesse sentido, a aliteração é muito utilizada, pois ela consegue exercer uma função de construção e ritmo.
Vejamos como a aliteração está presente nos versos do poema Violões que choram, de Cruz e Souza:

"Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas."

Nesse exemplo, podemos perceber a quantidade de fonemas (/v/, /z/, /s/) que ajudam a sonorizar o poema. Por meio da sonoridade produzida, o leitor associa o som dos fonemas ao som do violão.
Portanto, esta é a função da aliteração: utilizar fonemas semelhantes ou parecidos a fim de que estes produzam um efeito sonoro apreciável.


domingo, 26 de junho de 2016

Subir para cima é um pleonasmo?


A resposta é: certamente! Assim como subir para cima, há uma variedade de pleonasmos viciosos presentes em nosso cotidiano, como: entrar para dentro, ver com os próprios olhos, sair para fora, não sei não etc.
O pleonasmo nada mais é do que o uso de informações redundantes para reforçar uma ideia.
Em algumas construções, o uso do pleonasmo está ligado a algum pronome. Veja:

Quanto às minhas tias, todas elas me presenteavam. 
A alma, essa voou...
Busque as minhas encomendas e deixe-as sobre a mesa.
Ninguém não veio.

Sintaticamente, há também a ocorrência do objeto direto ou indireto pleonástico, que diz respeito à retomada do objeto por um pronome pessoal. Nesse caso, a intenção é dar ênfase a esse objeto:

Os homens, eu os vi no futebol.
Aos alunos,lhes enviei o material por e-mail.


Na modalidade oral, o pleonasmo é muito comum. Já como recurso retórico ou estilístico, serve para produzir efeitos de impacto.



sábado, 25 de junho de 2016

Assonância, o efeito sonoro das vogais


Assonância, de acordo com José Carlos Azeredo, é a "repetição sistemática de uma determinada vogal tônica na sequência do enunciado".
Observe o seguinte exemplo:

"És tal e qual a nau quando ao mar alto larga." (AZEREDO, 2010, p. 508)

No verso acima, a repetição da vogal "a" faz referência ao verdadeiro sentido do texto, com harmonias imitativas do barulho do próprio mar aberto ao qual a caravela se lança.
Há exemplos de assonância em que o uso das vogais sugere o som de vento, de barulhos de locomotivas etc.
A assonância tem grande importância na construção estética de um enunciado.

domingo, 29 de maio de 2016

A presença constante da catacrese em nosso dia a dia

A asa da xícara é branca.

Catacrese é uma figura de linguagem usada para suprir a falta de uma palavra específica no vocabulário corrente. Por esse motivo, a catacrese pode ser considerada uma "metáfora desgastada ou viciada", ou seja, devido ao seu uso constante, não possui mais o valor estilístico. Sua formação deriva da semelhança entre alguma forma existente entre os seres ou do empréstimo de outra palavra.

São exemplos de catacrese:
Pé de meia
Braço de rio
Cabelo de milho
Barriga da perna
Cabeça do alfinete
Céu da boca
Coração da cidade
Pernas da cadeira
Costas do sofá
Dente de alho
E outros.

Além desses exemplos, há outros relacionados ao empréstimos de palavras para uso geral, como: embarcar no avião (embarcar vem de barco, hoje é usado para outros meios de transporte), encaixar as peças (encaixar vem de caixa, hoje é usado para outros objetos), espalhar sal (espalhar vem de palha, hoje é usado para outras finalidades), enterrar as mágoas (enterrar vem de terra, hoje abrange outros contextos).


Sinestesia e as sensações humanas

O silêncio fresco desfolha as árvores.

Sinestesia é uma figura de linguagem que diz respeito à associação de sensações que pertencem a registros sensoriais diferentes. Para identificarmos a sinestesia, precisamos perceber se existe algum envolvimento entre uma expressão e as sensações humanas (visão, tato, paladar, audição e olfato).

Vejamos os exemplos:
O seu perfume adocicado é forte demais. (percepção pelo olfato e pelo paladar)
A voz suave do cantor nos traz paz. (percepção pela audição e pelo tato)
Logotipos de restaurantes costumam ter cores quentes. (percepção pela visão e pelo tato)